QUANDO CRIAMOS, SOMOS DEUSES.

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Quando criamos alguma coisa, não importa sua natureza, nos tornamos como deuses. Devemos, portanto, nos preocupar com que material estamos criando, seja um filho, uma casa ou uma obra de arte, seja música, romance, uma imagem abstrata ou poema concreto.

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SOBRE O FASCÍNIO DA BELEZA

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OBRA DE ARTE DO POETA EVAN DO CARMO

Pessoas comuns são materialistas, possuem e são possuídas por outros iguais, elas não sabem apreciar o que é belo e bom, sem, contudo, ter o desejo ardente de possuir, de absorver com seu ventre insaciável, tudo o que lhes encanta os olhos.

O espírito livre não domina nem se deixar dominar, no entanto exerce o seu poder de atração sobre a beleza e a virtude, e os conduz, com liberdade suprema para o seu mundo particular, e é lá onde encontra a paz sublime da contemplação superior.

Enquanto os outros desejam ter e até matam para conseguir, o homem livre se compraz e se regozija apenas com o vinho doce da admiração dionisíaca

Evan do Carmo

SOBRE A BELEZA, DE CRIAR E DE VIVER

Traços... com moldura
OBRA DO POETA EVAN DO CAMRO

“É quase impossível conciliar razão e emoção, especialmente para um artista. Isto acontece pelo fato de que o poeta quer se apoderar de tudo o que é belo, e quando não o encontra o inventa, com sua arte, o mesmo ocorre nas suas relações com as pessoas…

Ainda sobre a beleza e sua razão de existir. Ela existe porque a notamos, contudo toda beleza se desvanece quando a tocamos, com mãos imperfeitas e cruéis…

Penso, e isto não é nada novo, que apenas criamos as artes, com um único fim, por tantos meios, em suas diversas nuances, como desculpa para existirmos em relativo conforto diante do caos…

Para que o encanto persista e nos conceda vida e certa medida de paz, deixemo-a em seu trono, inexoravelmente distante dos nossos íntimos afetos e contatos carnais e profanos, não a toquemos, para que sua majestade nos conduza ao mundo perfeito da ilusão do possuir…”

Evan do Carmo

SOBRE A BELEZA, NA ARTE DE CRIAR E DE VIVER

MOLÉCULAS DE SOM
OBRA CRIADA PELO POETA EVAN DO CARMO EM ABRIL DE 2018

“É quase impossível conciliar razão e emoção, especialmente para um artista. Isto acontece pelo fato de que o poeta quer se apoderar de tudo o que é belo, e quando não o encontra o inventa, com sua arte, o mesmo ocorre nas suas relações com as pessoas…

Ainda sobre a beleza e sua razão de existir. Ela existe porque a notamos, contudo toda beleza se desvanece quando a tocamos, com mãos imperfeitas e cruéis…

Penso, e isto não é nada novo, que apenas criamos as artes, com um único fim, por tantos meios, em suas diversas nuances, como desculpa para existirmos em relativo conforto diante do caos…

Para que o encanto persista e nos conceda vida e certa medida de paz, deixemo-a em seu trono, inexoravelmente distante dos nossos íntimos afetos e contatos carnais e profanos, não a toquemos, para que sua majestade nos conduza ao mundo perfeito da ilusão do possuir…”

Evan do Carmo

O MITO DE SÍSIFO

O que dizer, não sou eu que escrevo,
se sou eu que penso, não posso afirmar
que não sou eu que faço o que faço, 
se é a mente quem move meu braço.

Todavia a poesia que de mim se exala,
o silêncio que dentro de meu abismo cala,
não pode ser obra do acaso terno,
tudo que respira tem um propósito eterno.

A solidão do esquizofrênico,
a confusão mental do epiléptico,
a doçura falsa da amante paga,
o desespero da mulher viúva,
a contrição do crente frente à uva,
a perversão de Herodes e a criança…

A Ilusão sagrada de Homero,
até o fogo de Roma sobre Nero,
o sacrifício do santo pelo pão,
o homem sofre, é Mito de Sísifo,
pelo caminho infindo da Razão…

Evan Do Carmo

DIÁLOGO ENTRE O OTIMISTA E O PESSIMISTA.

Ouvi uma conversa franca outro dia, entre o otimista e o pessimista.

O otimista, que talvez fosse poeta e sonhador, diz:

Meu amigo,o que é a vida?

Ele mesmo responde, com uma voz firme e convicta, voz de quem tem a certeza presunçosa do domínio da verdade.

A vida, a vida é uma quimera, uma ilusão passageira, mas é uma experiência magnifica…

O amigo, o homem pessimista, nada surpreso com a expressão proverbial exagerada do poeta sonhador e otimista, pondera mais um pouco sobre a tese em questão e também tenta definir a vida, de um modo bastante peculiar, à sua própria maneira e diz:

Avida, “a vida é uma quimera…” A vida é uma merda.

Evan do Carmo

POESIA NÃO É ARTIGO PARA SE VENDER POR QUILO!!!

“Na boa, meus caros amigos, nada contra a criatividade nordestina, faz parte da sobrevivência, encontrar meios para tal destino, até porque também sou nordestino, todavia, fazer poesia para vender para gente tola, que acredita que rima infantil, como batatinha quando nasce, seja de fato poesia, eu não publico nem elogio, nem dou ibope a este tipo de propaganda imbecil.

Poesia com Rapadura, me desculpem, senhores poetas, não sei como se faz este tipo de cultura de massa inútil, prefiro ser lido por meia dúzia de mentes inteligentes, ou ser condenado à extemporaneidade.

Evan do Carmo

Literatura e Notícias

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