ENTREVISTA COM O ESCRITOR JOSÉ PAULO ALVES FUSCO

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José Paulo Fusco

1 – Quem é José Paulo Fusco?

Sou uma pessoa antenada com os acontecimentos, muito curioso a respeito das particularidades do pensamento humano. Também gosto de observar as pessoas em seus comportamentos, relacionamentos, fatos vividos e daí, tiro também muitas ideias para moldar personagens em minhas narrativas. Tenho uma grande atração por História de modo geral, mas em particular pela evolução e destino da Sociedade romana à época da ditadura de Júlio César e dos imperadores que se seguiram. A ascensão e queda do grande império romano, assim como muitos outros, fascinam-me pela grande semelhança da trajetória de todos eles, além da semelhança com tudo o que estamos vivendo em nosso hoje. Sou nascido em Bauru (SP) e criado na capital, mas vivi longos e prazerosos anos em Belo Horizonte (MG), onde trabalhei em muitas empresas e formei família. Meus três filhos ainda moram lá, junto com minhas três lindas netinhas. Então, eu penso que meu perfil, em poucas palavras, deve possuir características da vontade de realizar dos paulistas e do caráter reservado dos mineiros. Sempre gostei de fazer o que fiz e faço, seja como Engenheiro, Professor e Escritor e acredito que ainda tenho muitas contribuições a dar. Atualmente sou Secretário Geral da ABL – Academia Bauruense de Letras, com muito orgulho.

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Poema Clássico

O FIM DO MITO

Em vão tentamos construir

com o verbo aflito,

um deus, um mito

a paz sem conflito.

 

No silêncio do espírito

se esconde uma verdade

aquilo que o intelecto apaga

não se escreve mais.

 

Assim se vai a calma

quando vem na alma

os temporais…

 

Se dissolve o mundo

e a fé no homem

tudo vira sombra

que se desmorona

com a luz do entendimento.

EVAN DO CARMO

O escritor americano F. Scott Fitzgerald (1896-1940)

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O escritor americano F. Scott Fitzgerald (1896-1940) ganhou destaque como um cronista da era do jazz. Nascido em St. Paul, Minnesota, Fitzgerald abandonou a Universidade de Princeton para se juntar ao exército dos EUA. O sucesso de seu primeiro romance, “This Side of Paradise” (1920), fez dele uma celebridade instantânea. Seu terceiro romance, “O Grande Gatsby” (1925), foi altamente considerado, mas “Tender is the Night” (1934) foi considerado uma decepção. Lutando contra o alcoolismo e a doença mental de sua esposa, Fitzgerald tentou se reinventar como roteirista. Ele morreu antes de completar seu romance final, “The Last Tycoon” (1941), mas ganhou elogios póstumos como um dos escritores mais famosos da América.

Nascido em St. Paul, Minnesota , Fitzgerald teve a boa sorte – e o infortúnio – de ser um escritor que resumiu uma época. Filho de um fracasso alcoólico de Maryland e uma mãe adoradora e intensamente ambiciosa, ele cresceu profundamente consciente da riqueza e do privilégio – e da exclusão de sua família da elite social. Depois de entrar em Princeton em 1913, ele se tornou amigo íntimo de Edmund Wilson e John Peale Bishop e passou a maior parte do tempo escrevendo letras para produções teatrais do Triangle Club e analisando como triunfar sobre os intrincados rituais sociais da escola.

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FRAGMENTOS DO CAOS

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SINOPSE

O EMERGIR DO CAOS NA CONSUBSTANCIAÇÃO DO SER A vida que nós recebemos nos foi dada não para que simplesmente a admiremos, mas para que estejamos sempre à procura de uma nova verdade escondida dentro de nós. (Leon Tolstói) Sol a pino. Vermelho igual labareda de fogo lambendo as coivaras no meio da roça. Dias assim a minh’alma se in_quieta. Ressurge o desejo de voo. O peito parece caminho de procissão. As palavras tamborinam por dentro pedindo passagem. O coração se desmantela todo. Os meus olhos (de salamandra negra escondida entre as brechas do barro em parede de taipa) parecem duas jangadas no vai-e-vem das ondas pelo cair da tarde. Dias assim sou pouco hospitaleiro. Entrincheiro-me em brabeza e valentia, igual os ‘cabras’ de Lampião na rudeza da caatinga, ante o frio olhar dos volantes. Foi em um dia igual a este que Evan do Carmo me enviou o seu livro “Fragmentos do caos”. Li sem pestanejar. A um só fôlego. Feito um sertanejo nordestino elevando suas preces ao provedor da chuva. A alegria foi tanta que o sol, de súbito, se derreteu em intensa água. Abrandando a minh’alma aos meus assentos de terra. Em uma gastura humana familiar. No mesmo instante o jogo cruzado da vida e da morte me apanhou o ser em um empréstimo de afeto. Fui me des_gastando aos poucos. Lendo devagar. Colonizando-me aos amarres do existir em uma vicissitude de abelha sugando uma flor. Apreciei o livro como se fosse uma canoa sobre as corredeiras de um rio. Respeitoso. Furtivo. Bravio. Esperançoso. Feito sombra que o corpo projeta. Desprovido de solo, raízes e húmus. Palavras não podem traduzir. Evan do Carmo agasalha cada texto em uma arrumação de casa e arranjo de fé. Aludindo seus escritos aos nossos abismos sem fim.

https://www.livrariacultura.com.br/p/livros/filosofia/fragmentos-do-caos-2111894205

CRÍTICA À NOVELA DA GLOBO, “A DONA DO PEDAÇO”

Em tempos de tanta violência e impunidades, a globo deu um show de horrores, nesta sexta-feira, 22, com o final da novela: “A dona do Pedaço.” Escritores atuais não fogem ao clichê, o bem contra o mal, o conto de fadas, e outros temas sempre repetidos por autores medíocres, como parte dos que hoje fazem sucesso nas telenovelas.

Muito sangue e textos mal escritos, a novela que ora acaba, graças a Deus, não vai deixar saudades aos mais inteligentes e maduros telespectadores de novelas. A globo sem dúvida já foi bem mais cuidadosa com suas obras populares. Particularmente achei um lixo, todo o tema e desenrolar da trama mal feita  de Walcyr Carrasco.  

Manter a óbvia conclusão, a de que a malvada não se recupera, ainda mais fazendo chacota com um tema tão sensível como é o da religião cristã, evangélica, como se diz no Brasil. Foi de muito mal gosto. O mundo precisa de poesia, de fantasia, não da afirmação da decadência moral e espiritual do homem, isso sendo feito de forma grotesca como foi o caso, é muito prejudicial, contribui de fato para que a humanidade se torne ou se afirme como caos inrevivescível.

Não fazer voltar e assumir as responsabilidades por atos cometidos, mesmo que por legítima defesa, foi outro erro do autor. O casal protagonista da novela, ter que fugir para viver no anonimato, foi falta de inteligência emocional do nada inspirado escritor. Sobre o casal gay, outro fraco argumento, os atores não foram bem conviventes, repetir a mesma história do beijo no final, foi muito amador e repetitivo.

A morte do Regis, aquele que seria o verdadeiro galã, outro absurdo para uma novela com a abrangência que têm as novelas da globo, o autor passou a mensagem clara, que o mal venceu o bem, talvez seja isso um reflexo da sua amargura pessoal, um velho infeliz e decadente. Gosto desse adjetivo, se fosse um bom poeta, ou escritor humanista como Saramago, teria deixado o Regis vivo e feliz, fazendo o que escolheu, não morto como foi, vencido pelo mal.

A morte do Regis, aquele que seria o verdadeiro galã, outro absurdo para uma novela com a abrangência que têm as novelas da globo, o autor passou a mensagem clara, que o mal venceu o bem, talvez seja isso um reflexo da sua amargura pessoal, um velho infeliz e decadente. Gosto desse adjetivo, se fosse um bom poeta, ou escritor humanista como Saramago, teria deixado o Regis vivo e feliz, fazendo o que escolheu, não morto como foi, vencido pelo mal.

Literatura e Notícias

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