SOBRE A BELEZA, DE CRIAR E DE VIVE

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OBRA CRIADA PELO POETA EVAN DO CARMO EM ABRIL DE 2018

“É quase impossível conciliar razão e emoção, especialmente para um artista. Isto acontece pelo fato de que o poeta quer se apoderar de tudo o que é belo, e quando não o encontra o inventa, com sua arte, o mesmo ocorre nas suas relações com as pessoas…

Ainda sobre a beleza e sua razão de existir. Ela existe porque a notamos, contudo toda beleza se desvanece quando a tocamos, com mãos imperfeitas e cruéis…

Penso, e isto não é nada novo, que apenas criamos as artes, com um único fim, por tantos meios, em suas diversas nuances, como desculpa para existirmos em relativo conforto diante do caos…

Para que o encanto persista e nos conceda vida e certa medida de paz, deixemo-a em seu trono, inexoravelmente distante dos nossos íntimos afetos e contatos carnais e profanos, não a toquemos, para que sua majestade nos conduza ao mundo perfeito da ilusão do possuir…”

Evan do Carmo

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SOBRE A BELEZA, NA ARTE DE CRIAR E DE VIVER

MOLÉCULAS DE SOM
OBRA CRIADA PELO POETA EVAN DO CARMO EM ABRIL DE 2018

“É quase impossível conciliar razão e emoção, especialmente para um artista. Isto acontece pelo fato de que o poeta quer se apoderar de tudo o que é belo, e quando não o encontra o inventa, com sua arte, o mesmo ocorre nas suas relações com as pessoas…

Ainda sobre a beleza e sua razão de existir. Ela existe porque a notamos, contudo toda beleza se desvanece quando a tocamos, com mãos imperfeitas e cruéis…

Penso, e isto não é nada novo, que apenas criamos as artes, com um único fim, por tantos meios, em suas diversas nuances, como desculpa para existirmos em relativo conforto diante do caos…

Para que o encanto persista e nos conceda vida e certa medida de paz, deixemo-a em seu trono, inexoravelmente distante dos nossos íntimos afetos e contatos carnais e profanos, não a toquemos, para que sua majestade nos conduza ao mundo perfeito da ilusão do possuir…”

Evan do Carmo

O MITO DE SÍSIFO

O que dizer, não sou eu que escrevo,
se sou eu que penso, não posso afirmar
que não sou eu que faço o que faço, 
se é a mente quem move meu braço.

Todavia a poesia que de mim se exala,
o silêncio que dentro de meu abismo cala,
não pode ser obra do acaso terno,
tudo que respira tem um propósito eterno.

A solidão do esquizofrênico,
a confusão mental do epiléptico,
a doçura falsa da amante paga,
o desespero da mulher viúva,
a contrição do crente frente à uva,
a perversão de Herodes e a criança…

A Ilusão sagrada de Homero,
até o fogo de Roma sobre Nero,
o sacrifício do santo pelo pão,
o homem sofre, é Mito de Sísifo,
pelo caminho infindo da Razão…

Evan Do Carmo

DIÁLOGO ENTRE O OTIMISTA E O PESSIMISTA.

Ouvi uma conversa franca outro dia, entre o otimista e o pessimista.

O otimista, que talvez fosse poeta e sonhador, diz:

Meu amigo,o que é a vida?

Ele mesmo responde, com uma voz firme e convicta, voz de quem tem a certeza presunçosa do domínio da verdade.

A vida, a vida é uma quimera, uma ilusão passageira, mas é uma experiência magnifica…

O amigo, o homem pessimista, nada surpreso com a expressão proverbial exagerada do poeta sonhador e otimista, pondera mais um pouco sobre a tese em questão e também tenta definir a vida, de um modo bastante peculiar, à sua própria maneira e diz:

Avida, “a vida é uma quimera…” A vida é uma merda.

Evan do Carmo

POESIA NÃO É ARTIGO PARA SE VENDER POR QUILO!!!

“Na boa, meus caros amigos, nada contra a criatividade nordestina, faz parte da sobrevivência, encontrar meios para tal destino, até porque também sou nordestino, todavia, fazer poesia para vender para gente tola, que acredita que rima infantil, como batatinha quando nasce, seja de fato poesia, eu não publico nem elogio, nem dou ibope a este tipo de propaganda imbecil.

Poesia com Rapadura, me desculpem, senhores poetas, não sei como se faz este tipo de cultura de massa inútil, prefiro ser lido por meia dúzia de mentes inteligentes, ou ser condenado à extemporaneidade.

Evan do Carmo

A IMAGINAÇÃO CONTRA A REALIDADE

Resultado de imagem para Hamlet
Crie você mesmo seu próprio mundo em sete dias

Sobre o ato de escrever, ficção e descrever fatos reais. Quem de fato é o escritor, aquele que relata o que viu ou aquele que inventa o que não sabe nem viu? Sim, o jornalista, cronista, poeta, roteirista, são escritores,  porque de fato fazem uso da ferramenta de criar textos, mas neste meu contexto é preciso perceber o que se pretende quando se escreve, fotografar belas paisagens ou criar novos horizontes, pôr novas formas e outras cores no arco-íris?

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A IMAGINAÇÃO CONTRA A REALIDADE

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Crie você mesmo seu próprio mundo em sete dias

Sobre o ato de escrever, ficção e descrever fatos reais. Quem de fato é o escritor, aquele que relata o que viu ou aquele que inventa o que não sabe nem viu? Sim, o jornalista, cronista, poeta, roteirista, são escritores,  porque de fato fazem uso da ferramenta de criar textos, mas neste meu contexto é preciso perceber o que se pretende quando se escreve, fotografar belas paisagens ou criar novos horizontes, pôr novas formas e outras cores no arco-íris?

Alguns escrevem a partir do que sabem, sobre o que viveram. Outros, com base no que sabem e no que viveram, pois é quase impossível ser totalmente isento de opiniões pessoaias, quando se escreve. Mas há outros de quem falo, estes escrevem sobre o que não sabe nem viveram. Contudo, sua força imaginativa é tão grande que criam outros mundos, dão luz a outras vidas, inventam personagens e, com suas ideias criam eventos grandiosos, daí nascem outros mundos, universos paralelos, sob a batuta da ficção, se cria a verdadeira obra de arte.

Não me refiro às obras adaptadas, ou ainda àquelas que nos servem de inspiração e arquétipo para compor algo novo, como por exemplo, Hamlet. Shakespeare fez isto com suas grandes peças, muitas foram criadas a partir de lendas, mas o velho bruxo ou bruxa, pois não sabemos de fato seu sexo ou quantos eram, Shakespeare deu outro rumo aos seus enredos, atingindo a divindade e a maestria de um criador de universos, mas nós não ignoramos sua arte imaginativa, pois é fato que ele superou, em magnitude estelar, tudo o que já havia sido escrito, especialmente com seu Hamlet, sua grande obra de arte.

“A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca), geralmente abreviada apenas como Hamlet, é uma tragédia de William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1601.[2][3] A peça, situada na Dinamarca, reconta a história de como o Príncipe Hamlet tenta vingar a morte de seu pai, Hamlet, o rei, executado por Cláudio, seu irmão que o envenenou e em seguida tomou o trono casando-se com a rainha. A peça traça um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida — do sofrimento opressivo à raiva fervorosa — e explora temas como a traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade.”

Podemos dizer que Cervantes, escreveu algo original, sim? Apesar de que lendas, cavaleiros e donzelas, príncipes e palácios faziam parte da sua vida, real e imaginativa, pela leitura de tantos outros livros do gênero, mas foi com este material mental, consciente e inconsciente que ele deu vida nova, única e imortal ao seu incomparável cavaleiro da triste figura. Contudo, Cervantes criou nada mais nada menos, criou um Dom Quixote, com seus medos, fantasias e, sobretudo com sua loucura adorável, Cervantes fez o que ninguém jamais havia concebido, um herói bom, honesto e livre de todo tipo de hipocrisia humana e preconceito, um herói que faz tudo o que pensa ser possível para realizar sua fantasia cósmica de criar um mundo moralmente melhor que o nosso, um mundo justo e bom.

José Saramago, voltando ao verdadeiro gênio criativo. Saramago criou vários nundos, alguns a partir de histórias reais, mas o mais significativo, seu Ensaio sobre a Cegueira, este tem ressonância universal, este supera todos os outros livros por ele escrito, pelo fato de se tratar de uma leitura crítica e inédita da sociedade humana atual, contudo, agregou à obra suas pinceladas geniais de imaginação, humor, sarcasmo e poesia.

Portanto, penso desta forma, é evidente que não sou absoluto em minha tese, quando afirmo categoricamente, que a imaginação supera a realidade, quando digo que escrever é um ato simples, que não requer inteligência especial, portanto todo ser humano o pode fazer. Todavia, se pretende ser um grande escritor, crie você mesmo seu próprio mundo em sete dias, só assim terá o respeito de muitos, e a adoração de todos os outros mortais.

Evan do Carmo 14/04/2018

Literatura e Notícias

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