Poema da noite

“SOMBRAS DO AMANHÃ

Em dia de fúria,
Desgosto e tempestade
Há tanto medo e trevas 
Em todo pensamento
Sobre o amanhã…

Nem Kafka me socorre
Nem Pessoa,
Que Dante
Socorria.
Nem Castro Aves
Com o peso da
Cruz de Sousa
Sobre o lombo dos homens.

Pobre Zaratustra
Ventríloquo de Deus
Na língua do diabo
Palhaço de Goethe
Verlaine e Rimbaud.

Nada me socorre
Nem poesia nem vinho
Nem fumo ou absinto
Nem Maiakovski
Neruda
Ou Baudelaire.”

― Evan Do Carmo

Anúncios

Gleisi Hoffman: “Para prender Lula, vai ter que matar gente”

Em entrevista, presidente nacional do PT disse que desconsidera a hipótese do ex-presidente ser detido no caso que investiga o tríplex, no Guarujá

AFP PHOTO / Heuler Andrey
PT quer registrar a candidatura de Lula à presidência em 15 de agosto, e entrar com todos os recursos possíveis para mantê-lo na disputa
Considerada uma das maiores defensoras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a senadora Gleisi Hoffmann (PR) afirmou que desconsidera a hipótese de ele ser preso no julgamento sobre o caso do tríplex, que ocorre no próximo dia 24 em Porto Alegre. “Para prender Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar”, afirmou a presidente nacional do PT em entrevista ao portal Poder360.

O VERBO E O HOMEM – TRECHO DE UM PREFÁCIO QUE ORA ESCREVO.

TRECHO DE UM PREFÁCIO EM CONSTRUÇÃO “O VERBO E O HOMEM” – LIVRO DE Alufa-Licuta Oxoronga

ALUFA-LICUTA OXORONGA
Acesse a obra do poeta

O Verbum et Homine. O homem não se faz necessário sem seu verbo, contudo, mesmo sem pronunciar palavras pode ser eterno e divino. Não há maneira mais humana de existir do que falando. Então se expressando o homem se situa e se realiza no mundo das ideias e do pensamento, isto é possível de quantas formas nos for concedido fazer.

A expressão artística, todavia, sempre foi a língua comum para homens e deuses se perpetuarem. A comunicação oral, contudo, foi seu apogeu, com ela o homem pode alcançar sonhos e sons de eternidades criativas. Mas é a poesia, a meu ver, como obra-prima, a princípio, privilégio apenas de anjos e oráculos, a soma de tudo que até hoje nos foi revelado, é a poesia que congrega todas as artes, imaginadas, pintadas, cantadas ou faladas, de Gilgamesh a Homero, de Virgílio a Horácio de Platão a todos nós, poetas, homens e mulheres, que embora mortais e fora da “caverna”, ainda vivemos encantados com a musa que nos inspira a criação artística, poesia, música sacra ou pintura profana, tudo emana do divino criador de toda forma de expressão.

“O verbo e o Homem, ” ora aqui exposto, não é um livro, embora tenha forma de livro, letras humanas, ideias de homens impressas em papel comum, mas o verbo que aqui fala é um oráculo, que diz tudo que tua alma poética balbucia em profundo silêncio e não completa em vocábulos e ditirambo.
Não é possível resumir ou sintetizar a obra de um poeta, como não se pode resumir ou explicar, com detalhes, a alma de um homem, pois todo ser humano guarda consigo todos os segredos do universo, mesmo que nos reporte apenas a um livro, ficamos sempre devendo ao poeta a honra que não conseguimos extrair ou perceber em sua poesia.

Alufa-Licuta, um ser que por obra do acaso me foi dada a honra de conhecer, de ser seu amigo e de editar parte de sua grandiosa obra poética, é um poeta díspare dos que hoje escrevem poesia. Sua poesia trata de temas universais, temas que me são caros, e raros, entre os poetas contemporâneos.

Alufa consegue sair do mundo pequeno onde habita a excelsa vaidade do poeta pequeno e comum, sua poesia é cósmica, embora como homem regional, nunca esquece sua origem simples, de rios e barrancos, de farrapos e gravetos, de fogueiras e rezadeiras, de moinho de vento e de farinha.

Alufa, nesta obra traz parte de uma poética que abrange o sagrado ofício de existir como poeta em todas as suas facetas humanas-divinas.

Lendo qualquer texto ou poema de Alufa, o leitor não diz, “ah, isto eu já li, isto eu conheço. ” Ele é único em seu modo de “existir-existindo. ” Foi este espanto com sua autenticidade que me fez procurar conhecer toda sua obra, hoje posso dizer que, em qualquer lugar em que encontrar uma “letra” sua, saberei reconhecer e referenciar sua genuinidade criativa.

Desta forma, sem o desejo presunçoso de resumir sua poética, deixo uma sugestão de Epígrafe: O verbo e o Homem, talvez com ela me aproxime um pouco do que representa sua poesia, nela encontramos o verbo que faz jus ao homem que o produz, que o escreve.

Cuidemos, pois, de nossa própria obra. Poetas, muitos são invenções de leituras de outros, nenhuma citação ou síntese maquiada me atrai , trilhei todos estes caminhos de letras e de letrados, “Nobeis”…. Busco algo puro sem influências de livros….

“O verbo e Homem” não tem esta febre intelectual. O verbo se encontra imaculado, tem cheiro de terra molhada, flores a desabrochar… Cântaro de lágrimas de alegria, sinfonia inefável de lírios e pardais….

Evan do Carmo

CARTA DE CANDIDATURA DO POETA EVAN DO CARMO À ABL

AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MARCO LUCCHESI, PRESIDENTE DA ABL

Resultado de imagem para marco lucchesi
Marco Lucchesi

Venho por meio destas “bem traçadas” linhas, apresentar minha candidatura à ABL. É de fato um exagero de presunção da minha parte, acreditar que a mesma seja lida ou levada em conta pelos imortais que ora vivem, digo isso por conhecer a política de ingresso da ABL, desde o tempo de Machado de Assis seu criador, que a mesma sempre foi uma casa de amigos, pensada para amigos, a exemplo do modelo augusto da sua primeira composição.

Contudo, existe em tese, a possibilidade de que alguém de fora da confraria ariana que ora a dirige, possa ser ouvido, votado ou aceito para compor tão digníssima academia. Sou assim, como a biografia anexa comprova: um jornalista desconhecido, escritor com alguns livros publicados, sem nenhum prêmio Jabuti. Poeta com vasta obra, em média 12 livros, um editor que promove, por conta e risco e custo próprio a literatura nacional, já tendo publicado centenas de autores, entre eles alguns africanos, músico e compositor com dois “discos” gravados, etc…

Nunca ganhei grandes prêmios, não me inscrevo em tais, pois escolhi fazer concurso para promover autores anônimos como eu. Na direção da Editora do Carmo já promovemos três concursos nacionais com prêmios em livros para os ganhadores…

Acredito que o trabalho que os senhores prestam à cultura brasileira seja de grande valia, todavia, pode ser aprimorado e expandido a todos os brasileiros carentes de incentivo, isso será possível com a colaboração de alguém que saiba além de escrever livros, empreender grandes projetos culturais com alcance nacional….

BIOGRAFIA

Evan do Carmo, Nascido na Paraíba em (29/04/64) é poeta, escritor, romancista, jornalista, músico, filósofo e crítico literário. Fundou e dirigiu o jornal Fakos Universitário. Criou em 2009 a revista Leitura e Crítica. Tem 22 livros publicados, sua obra está disponível em 12 países, (um livro editado em inglês. (O Moralista) Entre outros estão: O Fel e o Mel, Heresia poética, Elogio à Loucura de Nietzsche, Licença Poética, Labirinto Emocional, Catarse, Presunção, O Cadafalso, Dente de Aço, Alma Mediana, e Língua de Fogo. Participou também com muitos contos em antologias. Foi um dos vencedores do concurso Machado de Assis do SESC DF de 2005. Em 2007 foi jurado na categoria contos do concurso Gente de Talento 2007 promovido pela Caixa Econômica Federal, ao lado de Marcelino Freire. Em 2012 criou e editou até 2015, os Jornais: Correio Brasília, Jornal de Vicente Pires, Jornal de Taguatinga e o Jornal do Gama. Evan do Carmo é estudioso da obra de José Saramago, em 2015 publicou o livro Ensaio Sobre a Loucura, e o livro Reflexões de Saramago, momentos antes de sua morte, o livro nos oferece um panorama perfeito na voz do próprio Saramago em forma de ficção ensaísta, sobre a obra do Nobel Português. Em 2016 criou a Editora do Carmo e o projeto Dez Poetas e Eu, onde já publicou 110 poetas, e o livro Um Brinde à Poesia, uma obra de coautoria com outros poetas contemporâneos. Criou em 2017 o projeto Grandes Autores, iniciando com a obra “O poeta é um Fingidor” onde publicou 180 poetas.

Evan do Carmo / Brasília-DF 07/01/2018

A mediocridade não é do homem, é, portanto, da causa que escolhe. Eu escolhi uma causa, que mesmo depois de décadas ainda a compreendo como tendo sido a melhor causa possível para um escritor abraçar, se alcancei o meu objetivo, respondo que não, pois a causa contra qual tenho combatido é a ignorância, mas fiz o que podia, com os elementos com que pude contar até aqui, está tudo escrito, formulado nos meus livros, no futuro, talvez, na verdade não posso afirmar, pode ser que minhas teses, de alguma forma, mesmo que seja em pequena escala sejam postas à prova, então é que saberemos se a luta que abracei valeu de fato a pena.

Aos 91 anos, morre o escritor e jornalista Carlos Heitor Cony

Resultado de imagem para HEITOR CONY
Carlos Heitor Cony

O ESCRITOR NÃO ERA LIDO NEM CONHECIDO PELO POVO BRASILEIRO DESTA GERAÇÃO, APENAS PARA OUVINTES DA CBN, QUE NÃO O CONHECIAM COMO ESCRITOR E SIM COMO COMENTARISTA, MAS OUVIAM SEUS COMENTÁRIOS SOBRE QUASE TUDO.

AGORA ESTES SENHORES HIPÓCRITAS, QUE GOSTAM DE SE DIZEREM ATUALIZADOS VÃO PROCURA A SUA…

A PROPÓSITO, O HEITOR AINDA TRABALHAVA EM CINCO EMPREGOS PARA SOBREVIVER, VISTO QUE SEUS LIVROS NÃO RENDIAM O SUFICIENTE.

A GLOBO ERA UMA QUE O EXPLORAVA EM FLASHES DE SUA ARGUTA INTELIGÊNCIA E LUCIDEZ, SOBRE TEMAS POLÊMICOS.

Continuar lendo Aos 91 anos, morre o escritor e jornalista Carlos Heitor Cony

GDF apresenta balanço do plano de governo de Rollemberg

O panorama é que 82% das propostas estão concluídos ou em fase de implantação, mas a secretária não apresentou números de quantos estão concluídos realmente

Resultado de imagem para rollemberg
Rollemberg

O Executivo local começou o ano fazendo um balanço dos três anos do mandato de Rodrigo Rollemberg (PSB). Nesta terça-feira (2/1), o governador – que está de férias da Bahia – escalou a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), Leany Lemos, para analisar as ações da gestão para saúde, educação e segurança pública, por exemplo.

Continuar lendo GDF apresenta balanço do plano de governo de Rollemberg

“QUE DOR É ESSA,” MÚSICA-POEMA DE EVAN DO CARMO

PRIMEIRA PARTE, “QUE DOR É ESSA” CREIO QUE ESTÁ NO RUMO CERTO. ABERTO À CRÍTICAS

QUE DOR É ESSA?

Introdução

BM/A G#° GM/6 F#7-5 BM

Que dor é essa
Que nunca cessa
Que dor é essa
Que nunca passa

Que dor é essa
Que não serena
Nem com uma reza
Nem com cachaça.

B7 EM A7+ D7+ BM

Que dor é essa
Que não recua
Que doe no peito
E n’alma nua

BM/A G#° GM/6 F#7-5 BM

Que dor é essa
Que todo dia
Cedo me acorda
Em noite fria

Que dor é essa
Que não sacia
Que roí a carne
Triste agonia.

B7 EM A7+ D7+ BM

Que dor é essa
Que rouba o sono
Febre terçã
De abandono

BM D#7-5 F#7-5 BM

Que dor é essa
Trevas e abismo
Sangue cristão
Cruz-demonismo

INTRODUÇÃO

BM/A G#° GM/6 F#7-5 BM

Que dor é essa
Que aflige o homem
Descrença e morte
que me consome

Que dor é essa
Dádiva e ofício
Espinho em brasa
Fim do suplício.

BM D#7-5 F#7-5 BM

Que dor é essa
Meu caro irmão
Cravo na testa
Prego nas mãos

Evan do Carmo

Literatura e Notícias

%d blogueiros gostam disto: