ATÉ QUE PONTO SOMOS SERES HUMANOS

O COMPORTAMENTO DE ALGUNS BRASILEIROS, DITOS CULTOS E POLITIZADOS, MOSTRA ATÉ QUE PONTO O BRASIL RESPEITA E VALORIZA SEUS ARTISTAS.

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CHICO BUARQUE, ESCRITOR, POETA E MÚSICO

Diz Albert Camus: “Se o homem falhar em conciliar a justiça e a liberdade, então falha em tudo.”  Penso sempre sobre isso, não raro quando percebo o quanto o ser humano erra o alvo neste aspecto universal de comportamento. Sempre houve e haverá injustiça entre os humanos, este fato se dá porque: “Não é do homem terreno o dirigir o seu passo. ”

Contudo, existem normas e princípios divinos, que se forem seguidos de perto podem fazer a vida do homem em sociedade ser bem-sucedida, e, sobretudo justa. Não há justiça humana que agrade a todos os homens, mesmo que todos estejam inseridos em uma mesma sociedade, onde por praxe, se deva praticar todos os costumes de forma equânime. Sempre surgirá a corrupção e a violência como forma de quebrar a ordem pública e comum.

Falando sobre isso, entendam o que ocorre no sistema judicial e prisional brasileiro. Um juiz comum pode prender alguém, apenas com uma denúncia ou indícios de um delito. Outro pode soltar um marginal, traficante ou bandido perigoso de colarinho branco, basta que se tenha muito dinheiro ou ainda bons advogados.

Na prisão, onde há excesso de lotação e crueldade por meio de tortura física e psicológica, o cidadão preso, mesmo sem ter sido condenado pode ser morto, quando não acontece o pior, ele é extorquido, pois aquilo que seria obrigação do estado, passa a ser privilégio de poucos, que têm família com condições de pagar, pagar para ter o básico, comida, uma peça de roupa lavada, e até visita íntima. No rio de janeiro, policiais cobram da família do preso 300 reais para que a esposa, que por lei teria o direito a visitar o marido.  E pasmem, há um mercado negro lá dentro, onde se pode comprar quase de tudo. Um tomate custa 5 reais, uma coca cola 40 reais, paga-se 10 reais para lavar uma camiseta, todo este mercado é gerido por policiais, com a conivência do estado.

Mas tudo isso já é cultura no Brasil, “estamos acostumados. ” Todavia me atenho hoje a outro fato, à violência e à injustiça que praticam, certos cidadãos, que se dizem cultos, educado e politizados. Com o advento da inclusão digital, com o avanço global do acesso à internet e às redes sociais, todos podem dizer o que pensam, ofender quem quer que seja, e isto tem ocorrido, sobretudo com a sociedade “politizada, ” quando estas pessoas fazem uso indiscriminado do seu direito de expressão.

Um exemplo: O cantor e compositor, escritor e dramaturgo, Chico Buarque, se manteve em silêncio nos últimos anos sobre os ataques que recebe nas ruas e na internet por conta de suas posições políticas. Mas o silêncio foi quebrado na noite desta quarta-feira (13), no palco, na estreia nacional do show Caravanas, no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A fala foi feita no embalo do forte coro de “Fora, Temer! ”, puxado pela plateia após Chico cantar a música “Grande hotel” em homenagem ao baterista Wilson das Neves, músico que morreu neste ano e a quem o show é dedicado. ‘Viado! Vá para Cuba. Viado! Vai passear em Paris’. O único consenso é o viado”, afirmou Chico, irônico, sendo aplaudido pela plateia.

Não compactuo com esta atitude prevalecente em nossa geração, não defendo também quem faz da arte pura e sagrada como é a poesia e a boa música, um meio de ideologia política, como fez o Chico Buarque, embora ele tenha lá os seus motivos, basta ler sua biografia, contudo é um direito dele, não pode por isso ser massacrado publicamente como estão fazendo, de forma cruel e desumana. A política deve seguir seu caminho, longe do caminho iluminado onde reside a inteligência emocional, sobretudo do verdadeiro artista.

Olhando o mundo, os homens e suas ações, me pergunto: Até que ponto ainda somos humanos, seres, que segundo crença universal fomos feitos a imagem e semelhança de Deus?

Por Evan do Carmo

 

Francisco Buarque de Hollanda, mais conhecido por Chico Buarque (Rio de Janeiro19 de junho de 1944), é um músicodramaturgo e escritor brasileiro. É conhecido por ser um dos maiores nomes da música popular brasileira (MPB). Sua discografia conta com aproximadamente oitenta discos, entre eles discos-solo, em parceria com outros músicos e compactos.[2]

Filho do historiador Sérgio Buarque de Hollanda e de Maria Amélia Cesário Alvim, escreveu seu primeiro conto aos 18 anos,[3]ganhando destaque como cantor a partir de 1966, quando lançou seu primeiro álbum, Chico Buarque de Hollanda, e venceu o Festival de Música Popular Brasileira com a música A Banda[4][5] Autoexilou-se na Itália em 1969, devido à crescente repressão do regime militar do Brasil nos chamados “anos de chumbo“, tornando-se, ao retornar, em 1970, um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democratização no país. Na carreira literária, foi vencedor de três Prêmios Jabuti: o de melhor romance em 1992 com Estorvo e o de Livro do Ano, tanto pelo livro Budapeste, lançado em 2004, como por Leite Derramado, em 2010.

Foi casado por 33 anos (de 1966 a 1999) com a atriz Marieta Severo, com quem teve três filhas, Sílvia Buarque, Helena e Luísa.[6][7]Chico é irmão das cantoras MiúchaAna de Hollanda e Cristina. Ao contrário da crença popular, o dicionarista Aurélio Buarque de Holanda era apenas um primo distante do pai de Chico.[8]

Em 2 de dezembro de 2012, foi confirmado por Miguel Faria, um documentário, do qual apresentará um show de Chico organizado para a produção, mesclado com depoimentos dele e de outros nomes da música nacional, além de encenações com personagens das canções mais famosas do artista.[9][10]   

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