A SINUOSIDADE DOS CRONISTAS BRASILEIROS

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José Saramago

Pode parecer comum, mas é covarde. Contudo, para tantos outros espíritos que circulam pela marginalidade da escrita, a famosa retórica de boteco, onde o cidadão tenta se movimentar em várias frentes, sempre atento ao que seus ouvintes gostariam de ouvir, a ideia central destas pequenas almas é manter a boa relação com a maioria.

Lendo hoje um artigo, de um velho jornalista de Brasília, colunista do Correio, onde o cidadão compara Lula com Robin Hood:   “As atitudes de Lula foram estudadas para ter um simbolismo político robinwoodiano, inspirado no famoso “bandido social”  Tentei fazer um comentário sobre o texto, mas não consegui, a ferramenta do site, das duas uma, ou não funciona ou foi bloqueado de propósito, para críticas e elogios.

Este tipo de comportamento premeditado é comum entre estes senhores de almas rasas, pois estes cronistas atuais não têm liberdade de expressão, nem condições de pensar por conta própria, são pagos para dizer o que outros gostariam. Até Machado de Assis foi condenado pela história por não se envolver nas grandes discussões políticas do seu tempo, também por ser amigo de gente poderosa. Assim, penso que um espírito livre não deve entrar para o jornalismo nem para a política, para não ser preso nem morrer de fome.

Se formos estudar outros escritores e suas relações com a política, veremos que, como Saramago, outros tentaram, mas logo perceberam que era um barco furado, desta forma, no caso de Saramago, perdemos um mal político e ganhamos um Nobel de Literatura.

Meu comentário censurado.

“Bom dia, meu caro colega, sobre este seu texto… muito fraco, apenas uma síntese do que foi dito… Sem contudo se posicionar sobre o fio cinza da neutralidade inteligente e necessária, para teu nobre ofício. Falta-te isenção e eloquência para tal assunto polêmico… A citação: ” As atitudes de Lula foram estudadas para ter um simbolismo político robinwoodiano, inspirado no famoso “bandido social” que tirava dos ricos para dar aos pobres. “ é vulgar, pueril, sinuosa, sem conteúdo!!!”

“Infeliz é o homem que pensa mais do que devia sobre sua importância no mundo. Portanto, não é o voto do povo nem o poder do político eleito que governam um mundo, nem uma sociedade específica. As forças dominantes são de outra esfera. É o capitalismo quem dita todas as regras de convivência sociais e todas as formas de governo em todo planeta.”

                                                                   Evan do Carmo. Síntese do livro, o moralista de 2009

Evan do Carmo 10/04/2018

 

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