CRÍTICA À NOVELA DA GLOBO, “A DONA DO PEDAÇO”

Em tempos de tanta violência e impunidades, a globo deu um show de horrores, nesta sexta-feira, 22, com o final da novela: “A dona do Pedaço.” Escritores atuais não fogem ao clichê, o bem contra o mal, o conto de fadas, e outros temas sempre repetidos por autores medíocres, como parte dos que hoje fazem sucesso nas telenovelas.

Muito sangue e textos mal escritos, a novela que ora acaba, graças a Deus, não vai deixar saudades aos mais inteligentes e maduros telespectadores de novelas. A globo sem dúvida já foi bem mais cuidadosa com suas obras populares. Particularmente achei um lixo, todo o tema e desenrolar da trama mal feita  de Walcyr Carrasco.  

Manter a óbvia conclusão, a de que a malvada não se recupera, ainda mais fazendo chacota com um tema tão sensível como é o da religião cristã, evangélica, como se diz no Brasil. Foi de muito mal gosto. O mundo precisa de poesia, de fantasia, não da afirmação da decadência moral e espiritual do homem, isso sendo feito de forma grotesca como foi o caso, é muito prejudicial, contribui de fato para que a humanidade se torne ou se afirme como caos inrevivescível.

Não fazer voltar e assumir as responsabilidades por atos cometidos, mesmo que por legítima defesa, foi outro erro do autor. O casal protagonista da novela, ter que fugir para viver no anonimato, foi falta de inteligência emocional do nada inspirado escritor. Sobre o casal gay, outro fraco argumento, os atores não foram bem conviventes, repetir a mesma história do beijo no final, foi muito amador e repetitivo.

A morte do Regis, aquele que seria o verdadeiro galã, outro absurdo para uma novela com a abrangência que têm as novelas da globo, o autor passou a mensagem clara, que o mal venceu o bem, talvez seja isso um reflexo da sua amargura pessoal, um velho infeliz e decadente. Gosto desse adjetivo, se fosse um bom poeta, ou escritor humanista como Saramago, teria deixado o Regis vivo e feliz, fazendo o que escolheu, não morto como foi, vencido pelo mal.

A morte do Regis, aquele que seria o verdadeiro galã, outro absurdo para uma novela com a abrangência que têm as novelas da globo, o autor passou a mensagem clara, que o mal venceu o bem, talvez seja isso um reflexo da sua amargura pessoal, um velho infeliz e decadente. Gosto desse adjetivo, se fosse um bom poeta, ou escritor humanista como Saramago, teria deixado o Regis vivo e feliz, fazendo o que escolheu, não morto como foi, vencido pelo mal.

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