LIN QUINTINO, Entrevista para Leitura & Crítica 

01-Como se define, enquanto pessoa na sociedade?

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Na sociedade somos um corpo tecido de papéis social, econômico, político e religioso e isso que nos molda. Sou uma pessoa que transita por esse meio, soma de todos os papéis e arranjos que me permitem ser poeta, professora, escritora, mãe e mulher.

02-A profissão de professora é um desafio nesse Brasil atual?

Acredito que ensinar é desafio sempre. Atualmente mais ainda, pois, além da precariedade das escolas, o desrespeito e o salário, a profissão não tem o reconhecimento que merece, há uma desvalorização da classe. A professora/or está na base de todo o constituir-se profissional, pois dela vem às primeiras letras e o aprender. É preciso olhar com mais carinho para esses profissionais e os tratar com mais respeito.

 03-Enquanto poeta, o que espera das gerações futuras, no que tange à cultura?

Eu faço parte de movimentos e academias, em que os jovens escritores estão presentes e dando os primeiros passos na escrita literária. Acredito que o poeta sempre existirá, pois seu ofício é a matéria que o nutre, feito o ar que respira. A Cultura é o suporte que ampara o ser humano, sem ela nos perdemos na hostilidade da vida. Mas, atualmente, anda meio jogada para o escanteio, pois a julga de somenos importância. Mas, pobre do povo que não tem cultura. Espero que essa geração que chega saiba valorizá-la, acima de tudo.

04-Acha importante escrever para melhorar o pensamento crítico? 

Escrever quanto ler são as ferramentas necessárias para gerar homens críticos. É preciso conhecer para ter sua própria opinião, saber questionar, exigir e escolher, pois só o faz quem tem suas próprias ideias, e não se deixa manipular. A escrita é poder, quem a detém, controla.

05-Como se deu a literatura em sua vida?

Desde pequena, sempre gostei das histórias contadas por minha avó, à noite, ao pé do fogão, meu lugar predileto. O gosto pela leitura e o manusear dos livros vieram com a escola. À adolescência com suas inquietações trouxe os romances, os poemas e os clássicos ocuparam meu tempo. Creio que sempre estive mergulhada neste mundo, daí para a escrita foi um passo.

06-Indica algum caminho para quem quer se tornar escritor e poeta?

Para quem quer ser um escritor ou poeta, o conselho é “estudar”. Leia os poetas, os clássicos e os contemporâneos, estude a teoria, veja outras obras que se aproximem da que você quer escrever. Por exemplo, se quiser escrever poesia, vá atrás dos poetas brasileiros, estrangeiros, não se prenda a um estilo, apenas. Procure o que eles escreveram? O que a poesia deles tem de tão especial, que consagraram seus nomes, o que a poesia deles passa é o que você quer passar com seu escrito. A intenção não é se comparar com eles, mas entender como funciona a escrita, porque o maior escritor é o maior leitor. O importante é sempre ler. Muito.

07-Como descreve o Brasil de hoje?

Penso o Brasil feito um grande barco à deriva, onde cada um rema para um lado, tentando se salvar. Sem um comandante de pulso forte capaz de organizar a travessia.

Um país que tem tudo para se tornar uma grande potência, mas não consegue resolver seus entraves.

Do ponto de vista econômico, por exemplo, a situação é assustadora, uma nação tão rica como a nossa incapaz de proporcionar cuidados de saúde, moradia e educação adequadas ao seu povo.

08-Se interessa por política? 

Todos nós somos políticos em nossas relações do dia a dia. Eu gosto de política. Não gosto é dessa politicagem exercida pelos nossos governantes, essa é vergonhosa.

09-Se possível defina a poesia no seu caso.

Para mim poesia é alimento, é o que me nutre, me mantém viva.

10-Como a poesia pode ser um escape para as loucuras do mundo?

A loucura é uma “espécie de infância cronológica e social, psicológica e orgânica, do homem”, uma fuga do real. A poesia é essa abstração, é o que deveria e como seria a realidade. O poeta recria sua realidade, nesse sentido, a poesia é um escape, ou seja, uma Pásagarda, como em disse o poeta.

Meus livroS

Entrepalavras

A Cor da Minha Escrita

Na Outra Margem de Mim

As Palavras nãos se Fadigam da Escrita

os Ossos da Escrita

Palavras Avulsas

Poemas de Gaveta

Em Cada Canto Nasce um Poema

Aquela Menina

lindalva.quintino@gmail.com

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