Todos os posts de Evan do Carmo

Jornalista, escritor e poeta Evan do Carmo, Nascido na Paraíba em (29/04/64) é poeta, escritor, romancista, jornalista, músico, filósofo e crítico literário. Fundou e dirigiu o jornal Fakos Universitário. Criou em 2009 a revista Leitura e Crítica. Tem 22 livros publicados, sua obra está disponível em 12 países, (um livro editado em inglês. (O Moralista) Entre outros estão: O Fel e o Mel, Heresia poética, Elogio à Loucura de Nietzsche, Licença Poética, Labirinto Emocional, Presunção, O Cadafalso, Dente de Aço, Alma Mediana, e Língua de Fogo. Participou também com muitos contos em antologias. Foi um dos vencedores do concurso Machado de Assis do SESC DF de 2005. Em 2007 foi jurado na categoria contos do concurso Gente de Talento 2007 promovido pela Caixa Econômica Federal, ao lado de Marcelino Freire. Em 2012 criou e editou até 2015, os Jornais: Correio Brasília, Jornal de Vicente Pires, Jornal de Taguatinga e o Jornal do Gama. Evan do Carmo é estudioso da obra de José Saramago, em 2015 publicou o livro Ensaio Sobre a Loucura, e o livro Reflexões de Saramago, momentos antes de sua morte, o livro nos oferece um panorama perfeito na voz do próprio Saramago em forma de ficção ensaísta, sobre a obra do Nobel Português. Em 2016 criou a Editora do Carmo e o projeto Dez Poetas e Eu, onde já publicou 100 poetas, e o livro Um Brinde à Poesia, uma obra de coautoria com outros poetas contemporâneos. Como editor realizou o sonho de mais de 500 autores, a maioria autores sem recursos, que não podiam publicar suas obras, entre muitos autores carentes estão dezenas de poetas e escritores africanos, de Angola e Moçambique. Palestras e oficinas literárias (61) 981188607

Waldomiro de Deus

Um artista da terra, um telúrico que pinta com a facilidade de uma criança à desenhar seus traços oníricos, assim é esse jovem de 77 anos Waldomiro de Deus , que em meu entender é o artista mais importante vivo no universo da arte incita no Brasil. Um pintor difícil de classificar dentro dos ISMOS que transitam na arte contemporânea brasileira.

Certos demiurgos dispensam classificações, e rótulos; muitas das vezes essas classificações de genenos estilísticos de arte são pechas criadas na medida para segregar, e acaba confundindo o espectador que quer apreciar a arte sem uma bula, apenas com a alma livre para contemplar o objeto artístico.

Waldomiro em minha modesta opinião é um poeta dos pincéis, que parte da observação da realidade cotidiana que o cerca, e a representa com a liberdade criativa e tão original, que o credencia a ser um dos maiores intérpretes da brasilidade em toda a história da arte brasileira.

Essa semana o artista empresta a sua verve pictórica à Rede Globo de Televisão, e suas obras estão ornamentando o cenário da apresentadora Fátima Bernardes em seu programa diário naquela emissora.

Nonatto Coelho.
Artista e pesquisador.

25 capitais já vacinam pessoas fora dos grupos prioritários contra Covid por idade

Mulher é vacinada contra a Covid-19 em  Foz do Iguaçu. — Foto: Zito Terres/RPC

São Luís imuniza a partir dos 28 anos nesta segunda-feira (14). Palmas e Porto Velho são as únicas a seguirem na imunização dos grupos prioritários, entre eles idosos com 60 anos ou mais.

A vacinação contra a Covid-19 de pessoas sem comorbidades e que têm menos de 60 anos ocorre em 25 das 27 capitais brasileiras segundo um levantamento feito pelo G1 nesta segunda-feira (14).

Apenas Palmas e Porto Velho ainda não começaram a imunização de pessoas que estão fora dos grupos de risco e têm menos de 60 anos. O G1 questionou as prefeituras e aguarda posicionamento.

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REGULAMENTO DO CONCURSO”CANTE UMA CANÇÃO DE EVAN DO CARMO”

REGULAMENTO DO CONCURSO
“CANTE UMA CANÇÃO DE EVAN DO CARMO”

*O PARTICIPANTE TERÁ QUE GRAVAR UM VÍDEO DE 2 MINUTOS OU MAIS, COM QUALQUER CANÇÃO DO AUTOR (Plataformas digitais).
*CONCORRERÁ A 1.000,00 ( MIL REAIS)

  • DURAÇAO: 60 DIAS
    ENCERRAMENTO DO CONCURSO:22/07/2021
  • INSCRIÇÕES E COMENTÁRIOS (VOTO) NO YOUTUBE DO AUTOR “EVAN DO CARMO SERÃO DECISIVOS PARA ELEGER O VENCEDOR… () REGRA GERAL ()

1- TODOS OS PARTICIPANTES TERÃO QUE PUBLICAR EM SEU IGTV, MARCAR TODOS OS PATROCINADORES E O AUTOR.

2- ENVIAR O VÍDEO PARA O AUTOR, QUE TAMBÉM POSTARÁ EM SEU PERFIL E EM SEU CANAL DE YOUTUBE.

3- OS PARTICIPANTES DEVEM DIVULGAR PARA SEUS SEGUIDORES QUE:
-TERÃO QUE CURTIR O VIDEO DO SEU CANTOR PREFERIDO NO INSTAGRAM DO AUTOR “EVAN DO CARMO”..
-OS SEGUIDORES QUE CURTIREM OS VÍDEOS NO INSTAGRAM DO AUTOR, TERÃO OBRIGATORIAMENTE QUE SE INSCREVER NO CANAL DO AUTOR
“EVAN DO CARMO” NO YOUTUBE… E TAMBÉM COMENTAR NO VÍDEO DO SEU CANTOR ESCOLHIDO, O SEU VOTO.

*O LINK DO REGULAMENTO FICARÁ NA BIO DE EVAN DO CARMO, NO INSTAGRAM…

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Evan do Carmo

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Maioria do STF rejeita ações contra Copa América; decisão permite realização do torneio

Supremo apura suspeita de ataque hacker e tira site oficial do ar | Agência  Brasil

Ações analisadas pelos ministros questionavam a realização do torneio no Brasil. País passou a ser sede da Copa América com aval do governo federal, após a Argentina desistir de sediar a competição em razão da pandemia.

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para compositores

Você compositor, já imaginou poder mostrar sua música para seu cantor favorito? O que parece utopia pode ser verdade. A Plataforma “A Cara de Quem” veio com o propósito de dar a chance do compositor ser ouvido e dar voz para música de qualidade!

A plataforma não tem o intuito de divulgar você como artista e sim como compositor, mesmo que você seja um artista, você pode ter alguma música que seja a cara de outro artista. Não é?

Kikinho Neto, baterista e compositor, nasceu com a música no seu DNA, filho do Kiko guitarrista do Roupa Nova, que mesmo tendo um bom networking sempre encontrou dificuldade de mostrar as suas músicas para os artistas e pensou nesse projeto para viabilizar, democratizar e dar aos compositores a possibilidade de serem reconhecidos, pois sabemos da dificuldade da canção em chegar ao ouvido certo. O padrinho do projeto é o Kiko, guitarrista do Roupa Nova. @acaradequemmusica e-mail: acaradequemmusica@gmail.com http://www.acaradequemmusica.com.br

OMS: Vírus ‘mais mortal’ do que a Covid-19 vai acarretar nova pandemia

Um vírus ainda mais transmissível e fatal do que a COVID-19 vai suscitar nova pandemia no mundo, prevê o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), ressaltando “certeza evolutiva” desta possibilidade. O alerta foi dado por Tedros Adhanom Ghebreyesus durante a reunião anual da agência das Nações Unidas com participação de ministros da Saúde de 194 Estados-membros na segunda-feira (24).

“Não se enganem, esta não vai ser a última vez que o mundo enfrenta a ameaça de uma pandemia”, afirmou. “Há uma certeza evolutiva de que vai aparecer outro vírus com potencial de ser mais transmissível e mais fatal do que [o SARS-CoV-2].” Em uma nota mais positiva, o diretor-geral admitiu que a quantidade global de casos e mortes pela COVID-19 registrados tem diminuído há três semanas consecutivas.

No entanto, o diretor-geral da OMS ressaltou que o mundo permanece “em uma situação frágil”, e repreendeu as nações que acreditam estar fora de perigo, “não importando sua taxa de vacinação”. Ghebreyesus aproveitou a reunião para reforçar seu apelo aos governos para que doassem doses de imunizantes contra o coronavírus à COVAX, iniciativa apoiada pela OMS e GAVI Alliance.

Bob Dylan: 80 anos – música, poesia e protesto, por Danilo Nunes

80 Anos de Bob Dylan: 8 curiosidades sobre o cantor que nem todo fã sabe ·  Rolling Stone

Tempos difíceis que estamos vivendo, não? Por isso se torna cada vez mais necessário fazermos uso de todas as ferramentas de comunicação e interação possíveis e impossíveis para que possamos nos unir, nos formar e informar sobre os acontecimentos e os riscos do momento que ameaça nossa democracia e nossas vidas.

Para isso, além de todos os novos meios de comunicação e suas formas recentes que se intensificaram dentro do isolamento social decorrente da covid19, temos a arte. Sim, a arte.

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Memória Musical

Lá na minha infância, digo lá entre os meus sete a onze anos, as lembranças são fragmentadas, recordo de algumas importantes. Como por exemplo as lembranças musicais, lembro vividamente de ver e ouvir os meus vizinhos, uns rapazes que tinham uma vazante ao lado da nossa, tocando violão. A música que mais me recordo é a canção: Debaixo dos caracóis dos seus cabelos, música de Robertos Carlos, esta canção foi feita para Caetano Veloso, lógico que eu não tinha ideia do que se tratava, em que contexto fora escrita e com que objetivo, sei apenas que esta canção me causava profunda melancolia; o engraçado é perceber que ainda hoje, depois de saber tudo sobre esta canção, sua melodia ainda me causa a mesma melancolia, não é a letra. É  uma coisa intrigante, a linguagem secreta que contêm as melodias, são as melodias que nos causam profundos sentimentos, hoje entendo, sei porque a nona sinfonia por exemplo, me é tão cara, antes de saber as circunstâncias em que fora composta já sentia sua vibração criativa, escrevo como lunático quando escuto esta obra incomparável.

Como me tornei um admirador de músicas boas, embora minha formação tenha sido totalmente informal, autodidata, isto se deu com muitos gêneros. Na Bahia eu ouvia de tudo, mas antes de ir morar com meu tio, eu tive um encantamento absurdo pelo rádio. Meu tio Sebastião vivia nesta época trabalhando pelo mundo, e eu com nove anos, me lembro dele chegar de Paulo Afonso, segundo sei, também veio fugido, tinha se envolvido numa briga por causa de mulher. Chegou ele com um rádio de marca Moto rádio, era bege, mas a canção que me lembro que rádio tocava foi outra do Roberto Carlos: (Quando as crianças saírem de férias.) Outra vez o que me encantou nessa canção não foi a letra, como na outra, foi a melodia simples que me encantou. Não sabia que seria músico, e que um dia iria compor e produzir melodias iguais àquelas que ouvia. Quando somos crianças temos sonhos, contudo os artistas nascem e crescem e não mudam. Vivemos sonhando, eu posso afirmar que o sonho é minha matéria-prima para criar e impulsionar os sonhos dos outros. Penso que a missão do artista é mostrar para pessoas que não são artistas ainda, a sua capacidade de sonhar e criar sua própria história de vida, como uma obra de arte. Toda vida merece um romance, todo amor merece um poema, uma canção.

Minha memória música é muito rica, na casa do meu tio eu escutava muita MPB, e muito forró, meu tio era apaixonado pelo Trio Nordestino, um grupo que tocava forro, bem famoso na época. Todo suingue de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, eu ia assimilando, ouvindo estes artistas. Neste tempo eu já estava tentando aprendera  tocar violão, quando era possível não ir trabalhar, não raro eu pedia emprestado um violão de uns amigos para aprender sozinho, com a ajuda de revistas de cifras, e desta maneira aprendia a me acompanha ao violão, e a cantar algumas canções do Fagner, Fernando Mendes e outros.

Já com meus amigos da cidade eu aprendia o fino da bossa nova, pois a cidade era muito influenciada pelo João Gilberto, que é filho de Juazeiro, então tinha uma turma de jovens que se reunia para tocar só o melhor da MPB e da bossa nova. eu ia aprendendo, sobretudo por observar meus colegas virtuosos. Nessa época eu aprendi algumas canções do Djavan e Gilberto Gil, Milton Nascimento e, é claro, do Caetano Veloso. Foi de fato uma boa escola, a melhor possível, esta bagagem me deu suporte para quando eu chegasse em Brasília me arriscasse a viver de música, tocando nos bares da capital federal. Além de tudo isso, eu tinha um rádio, e aonde eu fosse o levava comigo, trabalhava nas obras ouvindo rádio o tempo todo, na verdade eu dormia ouvindo música no meu velho rádio de pilhas. Este costume eu carreguei por muito anos. Também tive grande influência do clássico, na casa de uma das namoradas, de uma das que teve um filho meu, eu ficava dias inteiros ouvindo vinil de muitos compositores clássicos, mas o mais importante foi Beethoven, como já disse, sobre meu encanto por Beethoven. Eu sabia de cor a melodia de suas sinfonias mais populares. Não só isso, eu era louco por Janis Joplin, ouvi tudo dela, esta namorada tinha recursos, então tinha uma grande discoteca com muita música boa.

A Mônica era filha de gente rica, ele tinha à disposição um carro, um passat novo, era da família, mas como os pais viviam viajando, ela me dava a chave do carro e nós andávamos por todo a cidade. Eu sem carteira, mas já era muito habilidoso no volante. Mesmo habilidoso, segundo a minha própria concepção, mas um dia bati o carro voltando de uma festa, às 7 horas da manhã.

Meu tio também me deixava dirigir seu carro, algumas vezes. Ele tinha um belo chevette novinho, na verdade este carro não era dele, era de um chinês com quem ele fez uma sociedade em um restaurante, um chinês ladrão que não demorou lhe passou a perna, então este carro ficava com meu tio muitas vezes.

Um dia já era costume, eu pegar o carro pra dar uma volta, quase sempre com a desculpa de ir lavar,  até que um dia, voltando das minhas escapadas com o carro novo do chinês, em uma estrada de chão batido, por trás de uma arvore surgiu uns meninos em minha frente, o que fiz foi puxar o freio de mão e dei várias rodas com o carro, até parar na arvore. Não atropelei as crianças, mas acabei com a lateral do carro. O que fiz? Fugi de casa, fiquei fora por 15 dias, até passar a raiva do meu tio, quando voltei ele não fez nada comigo, só me chamou de descarado, era o adjetivo preferido dele para designar gente atoa como eu era. Para ele eu não tinha muito futuro, especialmente quando comecei a faltar no trabalho para aprender violão. Eu trabalhava quando me dava na telha, neste tempo eu passava dias fora de casa, meu tio de vez em quando me dizia, arrumei um trabalho pra você se ocupar por uma semana, então eu perguntava o que era que tinha pra fazer. Ele dizia.  “Tem dois mil tijolos para assentar, levantar paredes de um apartamento.” Eu ia, conforme ele mandava, só que em dois dias eu fazia o trabalho de uma semana, tudo isso para ficar livre o resto da semana para me dedicar ao violão e às namoradas.

minha vida, biografia por mim mesmo-escopo sem correção.

Minha origem

“Estas memórias ou lembranças são intermitentes e, por momentos, me escapam porque a vida é exatamente assim. A intermitência do sonho nos permite suportar os dias de trabalho. Muitas de minhas lembranças se toldaram ao evocá-las, viraram pó como um cristal irremediavelmente ferido. As memórias do memorialista não são as memórias do poeta. Aquele viveu talvez menos, porém fotografou muito mais e nos diverte com a perfeição dos detalhes; este nos entrega uma galeria de fantasmas sacudidos pelo fogo e a sombra de sua época. Talvez não vivi em mim mesmo, talvez vivi a vida dos outros. Do que deixei escrito nestas páginas se desprenderão sempre – como nos arvoredos de outono e como no tempo das vinhas – as folhas amarelas que vão morrer e as uvas que reviverão no vinho sagrado. Minha vida é uma vida feita de todas as vidas: as vidas do poeta.” Pablo Neruda

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