Sobre o Caim de Saramago, e sua obra…trecho do meu Moralista

O Saramago escreveu o livro plagiando o enredo da Gênesis Bíblica e deu o nome a este livrinho de “Caim”. Na verdade ele se apoderou do texto sagrado para “criar” uma nova visão das escrituras, sobretudo de um dos mais insignificantes personagens. Caim de Saramago é horrendo, um espírito perdido que vagueia por espaços atemporais, e mete o medelho nos temas sagrados para tentar esplicar a metafisica da Bíblia. Ele viaja nos lombos de um jumento, persegue Deus como um caçador de mistérios, mas o resultado é desolador ao perceber que os argumentos por ele usados, para defender uma tese diabólica, sobre os motivos de Jeová criar e destruir magistralmente, por meio lições necessárias para uma humanidade futura e mais humana, não lhe agrada. Para quem quiser se aprofundar no estudo da alma de Saramago verá que a revolta que ele demonstra contra Deus, tem uma razão no lugar mais recôndito do seu espírito. Percebi que o fato que mais lhe incomoda, em todo o contexto de sua descrença, deve-se ao fato de ele não compreender os motivos pelos quais Deus pede para Abrão sacrificar seu filho Isac… não resta dúvida de que ele não se aprofundou no estudo das nações contemporâneas. Apesa de ele citar ampassã, o deus baal, não quer dizer que tenha entendido que a cena do sacrifício de Isac não revela um costume do Deus Hebreu, pelo contrário, há muito textos que corroboram com a justiça divina, de que ele nunca pediu ou aceitou sacrificios humanos, exceto o do seu próprio filho, o Cristo. Diria ainda o imoralista que sou preconceituoso. Respondo que não, não sou preconceituoso, sou sim um moralista, apenas um moralista Cristão. É este o tema deste livro que estás lendo, esqueceste?

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A noite cai, poema

A noite cai

 

A tarde fatídica se apronta para partir,

Mas a rua continua clara,

Parece que daqui de dentro,

De onde estou a olhar a vida passar,

Não consigo ver o que se aproxima,

O que trará a noite em suas mãos sombrias

Para meu desgosto se tornar mais severo

Nasci do desfavor de Deus e dos homens,

Me encontro na prisão comum aos miseráveis

Aos filhos que não conheceram seus pais

Nem mãe tive para me acalentar quando ainda criança

Perdi tudo ao nascer, nasci por acaso, sem esperança.

 

A noite cai

Eu estou a olhar a rua,

Pessoas passam sem me notar

À janela, eu não me atrevo a chamar alguém

Mas quem daria atenção a um desocupado

Quem se importaria com a minha vida inútil

 

A noite cai,

Todos passam apressados,

Nem mesmo irmãos se cumprimentam,

Da janela, olhando o mundo, eu só vejo cinzas

Cinzas de uma humanidade desumana

Mas eu sou parte dessa desumanidade

No meu mundo egoísta, não quero ser visto

Escolhi viver à margem da espécie a que pertenço

 

A noite cai

E eu continuo a esperar o amanhã

O dia de ontem foi muito triste, enfadonho

Pensei em ir ao mar, quem sabe falar com um pescador

Talvez mate minha sede de viver um dia por inteiro

Talvez me embriague com a alegria dos inocentes

Mas o mar fica muito longe de onde eu vivo agora

Soube que talvez levo uma eternidade para lá chegar

De qualquer modo eu tenho muito medo do mar

Nunca aprendi a nadar nem a andar de barco

Meus braços não são braços de mar

Nasci para andar no chão, preso em alguma corrente

Como um cão doente e raivoso

Posso morder quem me sorrir distraído

 

Um dia, quando os homens não tiverem mais objetivo

Um dia, quando os homens não tiverem mais objetivo,  quando se cançarem de comer e de beber,  quando se fartarem dos prazeres com que alimentam suas entranhas, então a vida na terra não terá mais significado. Hoje, como há milhares de anos, os desejos dos homens são iguais, os mesmos de sempre – ter poder para dominar os mais frágeis,  e armazenar suprimentos para dias futuros, explorar o fracos e bajular os poderosos.

 

 

Saramago, divagando sobre sua própria morte.

Eu sou  José Saramago, escritor portugues, nasci pobre, não estudei em faculdade, e pela leitura me tornei escritor, mas a fama não me trouxe paz, pelo contrário, nunca pude crer em nada além do homem,  nem em Deus, para mim, imagem feita pelo ser humano, com o intuito de se proteger da calamidade natural, do caos incorrigível.

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Platão x Homero

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PLATÃO

Segundo um erudito da mais alta proeminência, arguto crítico das artes literárias, no ocidente temos alguns escritores que nos são importantes seus estudos, para compreender as origens das suas sapiências. Este senhor, que desfruta da mais alta posição entre os intelectuais do século vinte é, para mim, um indivíduo que merece respeito. Estudei sua obra por várias vezes e encontrei de fato bastante inteligência nos seus ensaios. Todavia, descobri um propósito singular na sua prole literária crítica. Em um contraponto entre Platão e Homero, ele, com estilo eloquente, traz à luz um pensamento, que a meu ver não é veraz.

Depois de várias leituras da obra original do filho ilustre de Sócrates, cheguei a uma conclusão, talvez tardia, que um discípulo instruído oralmente não podia representar com legitimamente o pensamento do seu mestre. Digo isso com base em muito estudo sobre a força moral que exerce um amo sobre seu escravo. Mesmo em um contexto espiritual, dos mais dignos de honra e nota, encontramos (essa) verdade explícita.  Jesus diz para seus discípulos que eles não estão aptos para saber muitas coisas que os fariam tropeçar. Um mestre generoso, por mais desprendimento que carregue, concernente à vaidade, não ensina nada a mais do que seu aluno possa suportar. Portanto, não seria justo atribuir a Platão toda sapiência do seu mestre, uma vez que, para quem estuda com afinco e zelo sua obra, fica muito fácil compreender, que há discordância mesmo nos textos mais nanicos que nos apresenta seu astuto aluno.

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Conceito divino sobre o uso do vinho

No livro dos juízes, a mãe de Sansão foi alertada pelo anjo de Jeová sobre beber vinho; isso em uma lista de coisas impuras que deveriam ser evitadas. Uma vez que aquele filho que ela teria de modo milagroso, por ser estéril, seria um Nazireu, ou alguém apartado para um fim sagrado. Segue o relato: “E agora guarda-te, por favor, e não bebas nem vinho nem bebida inebriante, e não comas nada impuro. Pois, eis que ficarás grávida e certamente darás à luz um filho, e não deve vir navalha sobre a cabeça dele, porque o rapazinho se tornará Nazireu de Deus ao sair do ventre; e será ele quem tomará a dianteira em salvar Israel da mão dos filisteus.” “Mas, ele me disse: ‘Eis que ficarás grávida e certamente darás à luz um filho. E agora, não bebas nem vinho nem bebida inebriante, e não comas nada impuro, porque o rapazinho se tornará Nazireu de Deus desde a saída do ventre até o dia da sua morte. ’”

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Deus, à maneira de Alguns.

Deus, para homens, um modelo moral, uma  perfeição, para instituição religiosa um produto, fonte de onde se extrai benção e maldição. Homens estudiosos, no campo secular, ignoram este símbolo de temor. Deus, para os intelectuais, com algumas execeções, nada representa além de criação psicológica.

Houve poucos espíritos, no ramo da ciência que se importaram com este tema, alguns até produziram bons trabalhos, tentando de certa maneira, explicar, sobretudo para seus contemporâneos a razão de se incomodarem com este assunto de difícil domínio. Ainstein tentou se expressar, como bom jornalista que era, todavia com muitos arrodeios e média elouquência, sua religiosidade cósmica.

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Mario Vargas Llosa

Mario Vargas Llosa,  escritor mediano, político medíocre, que nunca saiu do primeiro capítulo, sua biografia é de um escritor político e não o contrário, para o bem dos peruanos ele não consiguiu implacar suas ideias marxistas no mundo concreto da política. Nascido no mundo latino, se tornou revuluconário natural,  pela miséria que conheceu na própria pele. Viveu sua vida, grande parte, fora de sua pátria, escolheu ser escritor a ser político por tempo integral.

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Morte, inimigo número um do homem

Morte, inimigo número um do homem

Nossa alma sofre quando percebe a transitoriedade da vida, a existência, em sua mais alta complexidade, nos proporciona reconhecer que somos como uma bruma. Há uma força brutal na expressão: “tu és pó e ao pó voltarás”. Convivemos muito bem com o nosso melhor inimigo, a morte, desde que ele não bata em nossa porta. Nos sentimos capazes de consolar alguém enlutado, temos palavras cheias de boa vontade de que nosso próximo possa superar a dor dilacerante da morte de um ente querido. Todavia não cogitamos o fato concreto, nem em hipótese admitimos que a morte exista para todos. É como já disseram alguns filósofos estéreis, “a morte é nossa única certeza”. Assim como morre o homem, morre o cão. Alguns ainda defendem que a morte seja uma coisa supranatural, que ao morrer se encontra o descanso eterno e desejado durante toda luta pela vida, pela felicidade.

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